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Parte do elenco de Star Trek posa em frente ao shuttle Enterprise, em Palmdale. Da esquerda para a direita: Dr. James D. Fletcher, Administrador da NASA, DeForest Kelley (Dr. "Bones" McCoy), George Takei (Sr. Sulu), James Doohan (Engenheiro-Chefe Montgomery "Scotty" Scott), Nichelle Nichols(Ten. Uhura), Leonard Nimoy (Sr. Spock), Gene Roddenberry (criador da série) e Walter Koenig (Alferes Pavel Chekov).
Star Trek (em Portugal O Caminho das Estrelas; no Brasil Jornada nas Estrelas) é uma marca de ficção científica estadunidense criada pelo roteirista e produtor Gene Roddenberry na década de 1960 e posteriormente desenvolvida por ele e por outros produtores. O universo ficcional de Star Trek é o cenário de seis séries televisivas, dez filmes para o cinema, centenas de livros - romances, banda desenhada, desenho animado, enciclopédias, dicionários, "manuais técnicos" e mesmo textos científicos e filosóficos -, dúzias de jogos para computador e consolas e um parque temático em Las Vegas. No "universo" de Star Trek, a humanidade desenvolveu a tecnologia das viagens espaciais mais rápidas que a luz após uma fase pós-apocalíptica em meados do século XXI. Posteriormente, os seres humanos uniram-se a outras espécies da galáxia para formar a Federação Unida de Planetas. Resultado da intervenção alienígena e do progresso científico, a humanidade, na altura do século XXIII, já teria superado muitos de seus defeitos e vicissitudes, teria erradicado doenças e a pobreza e se dedicaria a explorar novos mundos. As histórias de Star Trek costumam descrever as aventuras de seres humanos e alienígenas que servem na Frota Estelar da Federação. Os protagonistas são, em geral, altruístas, com ideais que por vezes são aplicados de maneira imperfeita aos dilemas apresentados nas histórias. Os conflitos e a dimensão política de Star Trek formam alegorias que representam as realidades culturais de hoje: a série original comentava a realidade dos anos 1960, do mesmo modo que as séries posteriores refletem os valores e questões da época em que foram produzidas. Em geral, as séries abordam temas como guerra e paz, autoritarismo, imperialismo, conflito de classes, racismo, direitos humanos, sexismo e feminismo e o papel da tecnologia. Star Trek é um dos nomes mais populares do século XX no que toca a entretenimento de ficção científica.
TelevisãoO fenômeno Star Trek surgiu como uma série de televisão em 1966, após seis anos de planejamento. Embora a série original (1966-1969) tenha sido cancelada após a terceira temporada, devido à baixa audiência, serviu de base para outras cinco séries televisivas de Star Trek. As seis séries totalizam 726 episódios, aos quais se acrescentam dez longa-metragens para o cinema. Isto faz de Star Trek o mais prolífico universo de ficção científica da história depois de Doctor Who. Nos anos 1960, a série fez história por ter introduzido um personagem russo em plena Guerra Fria, o tenente Pavel Chekov, navegador, e uma atriz negra, Nichelle Nichols, para um papel destacado num período onde a segregação racial ainda era muito forte nos EUA. Nichols, personificando a tenente Uhura, oficial de comunicações, teve ainda o mérito de protagonizar com William Shatner o primeiro beijo interracial da televisão estadunidense.[1] A série original (1966–1969)Star Trek (abreviada para TOS, de The Original Series) estreou na estação televisiva norte-americana NBC em 8 de Setembro de 1966. Contava a história de uma tripulação da nave estelar USS Enterprise da Federação dos Planetas Unidos e as suas aventuras "onde nenhum homem se tinha atrevido a estar antes" ("onde nenhum homem jamais esteve", no Brasil). Numa visão utópica do século XXIII, estes personagens encontravam-se numa missão de cinco anos para explorar novos mundos e procurar novas formas de vida e civilizações. A série teve um filme piloto, com Jeffrey Hunter como o capitão da nave estelar. O filme terminou por não ser exibido, mas suas imagens foram aproveitadas num episódio em duas partes da série. Os únicos atores da série a participar do filme foram Leonard Nimoy, como Spock, e Majel Barrett, como "Número Um" ("Imediato"), personagem que não foi incluída na série por exigência da Paramount. Majel Barrett (que viria a casar-se com Gene Roddenberry) continuou na série no papel da enfermeira Christine Chapel. Os níveis de audiência eram baixos e a renovação de contratos publicitários difícil, pelo que houve intenção da cancelar no final da segunda temporada. Deve-se aos fãs da série e à sua campanha sem precedentes ter convencido a NBC a produzir uma terceira temporada. O último episódio desta foi transmitido em 3 de Junho de 1969, muitos culpando as fracas audiências desta temporada o ter passado a ser transmitido às sexta-feiras à noite. A série tornou-se um fenómeno de popularidade crescente com a repetição em outros canais dos seus episódios, fazendo aumentar o número de fãs, os quais são denominados Trekkies. Inclusivamente, o regresso de uma nova série (Star Trek: Fase Dois) com os mesmos actores esteve iminente com o início das filmagens dez anos mais tarde, mas os responsáveis acabariam por voltar atrás nas suas intenções e optarem por lançar um filme para os cinemas, Star Trek: The Motion Picture ("O Caminho das Estrelas — O Filme", em Portugal; no Brasil, "Jornada nas Estrelas: O Filme"), o primeiro de seis com os personagens da série original. O sétimo incluiria ainda alguns personagens da TOS. Nos EUA, a primeira série foi rebaptizada com o sub-título The Original Series ("A Série Original"), cuja sigla é TOS, de modo a distingui-la das séries que se seguiram (The Animated Series, The Next Generation, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise). ExibiçãoEm Portugal, a série foi transmitida pela primeira vez na RTP1 nos anos 1970, com muito sucesso. Curiosamente, só no primeiro quinquénio do século XXI voltou a ser retransmitida, desta vez na SIC Radical. Entre 2004 e 2005, os portugueses puderam ter acesso às três caixas de DVDs com as respectivas temporadas. Enquanto que a expressão "O Caminho das Estrelas" foi a utilizada em Portugal para traduzir Star Trek na série original e no primeiro longa-metragem, nos filmes e séries subsequentes optou-se pela expressão original, não sendo realizada a tradução, com excepção da série Star Trek: The Next Generation, na qual foi tentada sem sucesso a tradução "O Caminho das Estrelas: A Geração Seguinte", posteriormente substituída pela designação inglesa. No Brasil, a série estreou pela extinta TV Excelsior no final dos anos 1960 e foi reexibida pela Rede Bandeirantes, Rede Manchete, Rede Record e Canal USA. Recentemente foi exibida pela Rede 21. As três temporadas também foram lançadas em DVD no mercado brasileiro. A série de desenhos animados (1973–1974)Esta série foi transmitida nos EUA como o título Star Trek, mas mais tarde passou a ser conhecida por Star Trek: The Animated Series (ou abreviadamente, ST:TAS or TAS), de modo a distingui-la da TOS. Foi produzida pela Filmation e durou duas temporadas com um total de vinte e dois episódios com uma duração individual inferior a trinta minutos. A maioria das vozes dos personagens era interpretada pelos próprios actores da série original. Apesar da liberdade da animação permitir grandiosas paisagens alienígenas, o orçamento era escasso e a qualidade da animação era pobre. Alguns episódios foram escritos por conhecidos autores de ficção científica. Os acontecimentos desta série não fazem parte da cronologia oficial do universo Star Trek, algo que causou muita controvérsia junto de alguns fãs, visto ser a única série televisiva em que tal acontece. ExibiçãoNo Brasil, a série foi exibida em meados dos anos 70 pela Rede Globo no programa Globo Cor Especial, mas jamais reprisada. Em Portugal, a série passou praticamente despercebida na RTP2, nos anos 80. Esta série já foi lançada em DVD no mercado brasileiro (região 4). Star Trek: Fase IIPlanejada, mas nunca produzida, esperava-se que a série Star Trek: Phase Two chegasse aos lares norte-americanos na Primavera de 1978, através de uma proposta de uma nova rede televisiva que se viria a tornar a futura United Paramount Network. A ideia era colocar a tripulação original de novo a bordo da Enterprise para uma segunda missão de cinco anos. Foram escritos doze episódios e inicaram-se as filmagens do primeiro. Este acabou por se tornar Star Trek: The Motion Picture ("O Caminho das Estrelas - O Filme" ou "Jornada nas Estrelas: O Filme"), tendo dois dos restantes episódios sido aproveitados para a série Star Trek: The Next Generation. Nenhum argumento original dos episódios escritos faz parte da cronologia oficial de Star Trek. Apesar da intenção de manter a tripulação original, uma das personagens ausentes seria o Spock, dado Leonard Nimoy ter recusado o convite. A série contaria com personagens novos, como o Comandante William Decker, a Tenente Ilia e o vulcano Tenente Xon. Quando se optou por um filme cinematográfico em vez de uma série televisiva, estes três personagens foram adaptados. Decker e Ilya - agora incluída na tripulação ao leme da nave - aparecem como personagens principais ao longo de todo o filme, ao contrário de algumas das personagens da tripulação original, com papéis menores. Pelo contrário, o papel do Tentente Xon foi transformado em Comandante Sonak e foi reduzido apenas a algumas aparições e poucas falas antes de falecer num acidente de teletransporte. Star Trek: The Next Generation (1987–1994)
Ao contrário da série original, o título traduzido desta série ("O Caminho das Estrelas: A Geração Seguinte") não se tornou de uso corrente em Portugal, sendo posteriormente substituído pela desinação original - Star Trek: The Next Generation (também conhecida por ST:TNG or TNG). No Brasil, TNG ganhou o título de "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração". Os eventos da série ocorrem 90 anos após a primeira missão da Enterprise original, com uma nova nave estelar (a Enterprise-D) e uma nova tripulação. Nos EUA, estreou em 28 de Setembro de 1987 com o episódio piloto de duas horas Encontro em Farpoint. Teve direito a sete temporadas, com a transmissão do último episódio, All Good Things..., em 29 de Maio de 1994. A série teve uma audiência considerável nos EUA na sua primeira transmissão e desde então tem conquistado fãs no mundo inteiro. Em 1994, estrearia no cinema o primeiro filme com a nova geração - o sétimo do universo Star Trek -, ao qual se seguiriam outros três, o último deles em 2002. Em termos de estilo e temática, esta nova série divergiu considerávelmente da orientação seguida na série original. Os novos personagens, dentre os quais se destacam o Capitão Jean-Luc Picard, um homem de difícil trato - nada semelhante ao Capitão Kirk - mas justo, e o andróide Data, que durante a exploração da galáxia persegue o objectivo de se aperfeiçoar e tornar "mais humano", trouxeram uma maior credibilidade à série. Em termos visuais, houve naturalmente um enorme salto qualitativo, mas raras vezes os efeitos especiais guiaram o rumo da série, servindo apenas como pano de fundo para intrigas que levantam grandes questões sobre honra, amor, amizade, vida e morte, ou lugar do Homem no Universo. ExibiçãoEm Portugal, as primeiras temporadas da série foram exibidas na RTP2 no final dos anos 80. Em 2004, a SIC Radical iniciou a sua repetição. Entre 2002 e 2003, as caixas de DVDs de todas as sete temporadas da série foram oficialmente lançadas em Portugal, tratando-se contudo da versão britânica, não tendo legendas em português nem estando prevista a disponibilização de uma edição nesse sentido. No Brasil, a série foi originalmente transmitida pela extinta Rede Manchete, Rede Record, Rede 21 e atualmente é exibida pelo Universal Channel, antigo canal USA, que em setembro de 2006 exibiu o seu último episódio doze anos após a exibição original nos Estados Unidos. As duas primeiras temporadas foram lançadas em DVD no Brasil no segundo semestre de 2006; a terceira, a quarta e a quinta temporadas chegaram às lojas em 2007. Star Trek: Deep Space Nine (1993–1999)
Star Trek: Deep Space Nine (ST:DS9 ou DS9, abreviadamente) recebeu em Portugal o título de "O Novo Caminho das Estrelas", mas à semelhança de TNG esta tradução não obteve sucesso; apenas as primeiras temporadas foram transmitidas na TVI. No Brasil, a série foi chamada de "Jornada nas Estrelas: A Nova Missão" quando exibida em TV aberta (sendo que esta denominação não é muito usada entre os fãs) e "Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine" na TV por assinatura. Nos EUA, as suas sete temporadas foram transmitidas concomitantemente com outras séries Star Trek: a segunda metade da sexta e a totalidade da sétima temporada de TNG e as primeiras cinco temporadas de VOY. Esta série narra os acontecimentos passados na estação espacial Deep Space Nine, a qual se situa perto de um "buraco de verme" (os tradutores brasileiros preferem usar o termo "fenda espacial") que permite uma viagem imediata para o distante Quadrante Gama da galáxia. Este facto torna a estação um posto táctico importante e um centro de comércio vital para aquela grande área do espaço por explorar. Deep Space Nine partilha alguns dos mesmos temas utópicos das séries anteriores, embora se foque mais em guerra, religião e política, entre outros assuntos. ExibiçãoEntre 2003 e 2004, as caixas de DVDs de todas as sete temporadas da série foram oficialmente lançadas em Portugal, tratando-se contudo da versão britânica, não tendo legendas em português nem estando previsto a disponibilização de uma edição nesse sentido. No Brasil, a série foi exibida pela Rede Record e é transmitida pelo Universal Channel. As duas primeiras temporadas em DVD região 4 foram lançadas no Brasil em 2007. Star Trek: Voyager (1995–2001)
Star Trek: Voyager (também conhecida por ST:VOY ou VOY) também manteve o seu título original em Portugal. No Brasil chamou-se "Jornada nas Estrelas: Voyager". Nos EUA, teve a duração de sete temporadas, narrando as aventuras daquela nave comandada pela sua capitã, Kathryn Janeway. Logo no primeiro episódio, a nave é misteriosamente transportada para o Quadrante Delta da galáxia, a setenta e cinco mil anos-luz da Terra. Embora inicialmente com uma boa audiência nos EUA, esta decresceu drasticamente nas últimas temporadas. ExibiçãoEm Portugal, a primeira temporada passou na RTP1. Entre 2004 e 2005, as caixas de DVDs de todas as sete temporadas da série foram oficialmente lançadas em Portugal, tratando-se contudo da versão britânica, não tendo legendas em português nem estando prevista a disponibilização de uma edição nesse sentido. No Brasil, a série foi transmitida pelo Universal Channel até abril de 2008. As duas primeiras temporadas foram lançadas em DVD em 2007. Star Trek: Enterprise (2001–2005)Star Trek: Enterprise (nas primeiras temporadas apenas denominada Enterprise, sendo também conhecida por ST:ENT ou ENT) é uma prequela das restantes séries Star Trek. O episódio piloto, intitulado Broken Bow, ocorre dez anos antes da fundação da Federação dos Planetas Unidos, entre os eventos mostrados no filme Star Trek: First Contact e a série original Star Trek. Esta série narra a exploração do espaço por uma tripulação que é capaz de ir mais longe e mais rápido que qualquer ser humano anteriormente. Apresenta situações que não são inteiramente desconhecidas dos fãs de Star Trek, permitindo, no entanto, que os seus personagens lidem com as mesmas sem a experiência e as regras construídas nos anos seguintes da história Trek. Retornando ao espírito de exploração da série original, a tripulação da primeira nave Enterprise, comandada pelo impulsivo Jonathan Archer, enfrenta pela primeira vez espécies como borgs, romulanos, klingons e ferenguis, já conhecidos nas séries anteriores, com a diferença de que os humanos ainda são uma espécie desconhecida e de tecnologia inferior à das espécies belicosas da galáxia. A série, como uma prequela, mostra ainda os vulcanos como uma espécie militarmente agressiva e os fatos que os levaram à postura quase monástica descrita na série original, além da criação da Federação dos Planetas Unidos e o início da liderança diplomática da Terra na galáxia. Após ser exibida por quatro temporadas, a série foi cancelada pela rede UPN em 2 de Fevereiro de 2005, com seu episódio final sendo transmitido nos EUA em 13 de Maio. ExibiçãoA série permanece inédita em Portugal. No Brasil, a série foi transmitida pelo canal pago AXN e agora está na sua segunda reprise e é exibida também no canal aberto TV Brasília. As quatro temporadas foram lançadas em DVD região 4 no Brasil e com som 5.1 (Dolby Digital), porém sem a banda com dublagem. Especula-se que os DVDs, cada um em geral com quatro episódios completos, não teriam espaço em disco suficiente para conter uma banda adicional dublada. Star Trek no cinemaAté ao momento, foram dez os longa-metragens de Star Trek para o cinema, tendo todos edição em DVD em Portugal, seja na edição original, seja na edição de coleccionador. Os dez filmes também foram lançados em DVD no mercado brasileiro, alguns com edição adicional de colecionador. O Universo Star TrekPor ter sido criado em diversas obras de ficção ao longo de quatro décadas, o universo ficcional de Star Trek é muito complexo. Tais obras - em telesséries, longa-metragens, livros, manuais, enciclopédias e jogos, dentre outros suportes - descrevem, em geral, um futuro ficcional em que a humanidade desenvolveu a técnica das viagens interestelares, por meio de naves estelares, e interage com indivíduos e civilizações alienígenas e seres dotados de inteligência artificial. Os produtores, fãs e entusiastas do universo ficcional de Star Trek desenvolveram o conceito de "cânone de Star Trek" para diferenciar as obras (telesséries, longa-metragens, livros etc.) consideradas genuínas ou oficiais daquelas vistas como simples adaptações ou entendidas como não-oficiais - ver Cânone (ficção). A distinção é importante para evitar problemas de continuidade num universo ficional amplo e cronologicamente organizado (diversas "gerações" são descritas). Como regra geral, são considerados "canônicos" as telesséries Star Trek: A Série Original, Star Trek: The Next Generation, Star Trek: Deep Space Nine, Star Trek: Voyager, Star Trek: Enterprise e os dez longa-metragens; todo o restante (eventos e fatos criados por livros e jogos de computador, por exemplo) é considerado "não-canônico". Naves EstelaresAs obras de Star Trek mencionam diversas "naves estelares", que são descritas como o principal meio de viagem interestelar empregado por várias civilizações que dispõem deste meio de transporte. Dentre as naves mencionadas nas obras de Star Trek, destacam-se as da Frota Estelar, cuja lista parcial segue abaixo:
Em várias das telesséries e em todos os dez longa-metragens para o cinema, o ponto focal da narrativa é uma nave estelar chamada Enterprise. Outros pontos focais são a estação espacial Deep Space Nine e a nave estelar USS Voyager. As naves estelares Enterprise são vistas em diversas telesséries e longa-metragens de Star Trek. A exemplo da tradição naval (verídica) da Terra, são descritas como uma seqüência de naves que se sucedem com o nome Enterprise ao longo do tempo:
Outras duas naves Enterprise aparecem em livros e não são, portanto, consideradas "canônicas":
Star Trek e a sociedadeStar Trek tornou-se uma indústria multi-bilionária, hoje de propriedade da CBS. Ao criar o universo ficcional, Gene Roddenberry pretendeu contar histórias sofisticadas usando situações futurísticas como analogias para problemas atuais na Terra. A linha de abertura da série original, "Audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve", foi inspirada, quase integralmente, de uma brochura da Casa Branca acerca do espaço, produzida após o lançamento do Sputnik, em 1957. O trio central da narrativa, Kirk, Spock e McCoy, foi moldado conforme padrões mitológicos. Roddenberry incluiu uma tripulação multi-étnica, aludindo à diversidade humana e a circunstâncias políticas da época. Star Trek e seus sub-produtos mostraram-se altamente populares em reprises na televisão e aparecem hoje em canais de TV de todo o mundo. O impacto cultural das séries inclui convenções de fãs e uma subcultura própria. Considera-se que as séries motivaram o design de muitas tecnologias atuais, como o Tablet PC, o PDA, o telefone celular e o exame de ressonância magnética. Em 1976, após uma campanha de fãs por meio de cartas, a NASA deu o nome Enterprise a um dos seus ônibus espaciais. Trekkers ou TrekkiesSão chamados de trekkies ou trekkers os fãs das séries que compõem o universo de Star Trek. Não existe consenso sobre a diferença entre um e outro, mas alguns fãs que se autodenominam trekkers não gostam de ser chamados de trekkies e vice-versa. A partir dos anos 1970, os trekkies (ou trekkers) popularizaram práticas como o Cosplay, o Fanfiction e as Convenções de fãs. Obras Star Trek "não-canônicas"Literatura
Banda DesenhadaTelevisãoJogosParques temáticosSéries produzidas por fãsVer também
Referências
Ligações externas
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